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Estação Campos de Canella tomando forma

Obras do Projeto Estação Campos de Canella inicia nova fase e chega ao Largo da Fama no dia 15 de janeiro

Projeto que revitaliza a histórica Estação Férrea de Canela envolve anos de pesquisa e proximidade com a comunidade canelense

Projeto desenvolvido pela Novalternativa Incorporadora que revitaliza a emblemática Estação Férrea de Canela e que constrói uma nova referência turística na cidade, a Estação Campos de Canella agora dá início a mais uma importante etapa de seu cronograma de obras. No dia 15 de janeiro, quando completa 60 dias de obras desde a retirada do trem para revitalização, o projeto alcança o Largo da Fama, espaço em frente à estação, hoje ocupado com estacionamento.

Cercada por tapumes, essa será uma fase de obras civis mais pesadas com uma grande movimentação de máquinas e aumento do contingente de mão de obra. Serão feitas movimentações de terra, instalações elétricas e pluviais, nova pavimentação e toda parte estrutural do projeto, preparando para a fase de acabamentos, paisagismo e vegetação do Largo. No projeto, o relógio e carta de Getúlio Vargas serão realocados dentro do mesmo espaço, enquanto o paisagismo decorativo receberá materiais e vegetações de pequeno porte, característicos da região serrana, preservando toda a história e a identidade de Canela.

Para esta nova etapa, a Incorporadora Novalternativa, responsável pela iniciativa, adaptou o seu calendário de atividades junto à Prefeitura de Canela, respeitando a programação do Sonho de Natal, que encerra suas atividades no dia 14. A previsão é de que até o primeiro semestre deste ano o Largo seja inteiramente revitalizado, já com suas limpezas, iluminações e ligações finalizadas.

Segundo Fernando Bassani, diretor da Novalternativa, “a obra está dentro do cronograma previsto e cada vez mais próxima da comunidade com a realização das Rodadas de Conversa”. A iniciativa convida as entidades de classe de Canela e Gramado para uma imersão no projeto, além de ser uma oportunidade para tirar dúvidas sobre a revitalização e falar sobre a memória da cidade e o envolvimento da comunidade.

 

O trabalho até aqui

Em 60 dias de trabalho, a Novalternativa executou, em etapas anteriores, o desmonte de toda a estrutura da Estação Férrea, realizando a avaliação de materiais e resíduos para doação e reaproveitamento, compondo um plano de ação sustentável. O trem, que passou pelos mesmos processos, já foi desmontado e transportado para Taquara, onde está sendo revitalizado para ser entregue em perfeito estado de conservação. Considerando a estrutura da Estação e do trem e a deterioração sofrida em razão do tempo, a empresa reutilizará grande parte dos materiais que não cumprirem função estrutural. Os demais foram selecionados, documentos e fotografados pela Novaalternativa e, após, entregues à Prefeitura de Canela.

 

História e pesquisa

Responsável pela concepção e acompanhamento do projeto Estação Campos de Canella, a arquiteta Gianne de Lima Poletto acompanha de perto o passo a passo da obra. Natural de Lagoa Vermelha e moradora de Marau, a arquiteta fixou residência com a família em Canela no início de 2015 para pesquisa, imersão e conhecimento da comunidade e sua história. “Consideramos importante essa aproximação pela questão do aculturamento local. Para a concepção e execução do projeto, era crucial que vivenciássemos esse contato olho no olho com os moradores da cidade, compreendendo o porquê dessa estação dar tanto orgulho e ser tão importante para a comunidade. Foi um processo de integração muito rico e revelador”, conta Gianne. A arquiteta, além da pesquisa in loco com os moradores da cidade, realizou uma extensa pesquisa bibliográfica para apurar questões desencontradas em depoimentos, como detalhes de cores e materiais utilizados na locomotiva e nos vagões da Estação.

Para renovar a Estação Férrea, que ouviu o último apito de seu trem no dia 11 de março de 1963, o projeto trouxe como referência uma das estações mais icônicas do mundo, que segue em plena atividade: a King’s Gross, localizada em Londres, no Reino Unido. A King’s Cross também passou, em 2012, por um processo de revitalização para receber os Jogos Olímpicos de Londres, criando um positivo impacto na vizinhança e na cidade como um todo. Todo o processo realizado na estação inglesa serviu como inspiração para a renovação que já está em franco andamento na Serra Gaúcha e que deve apresentar o seu resultado final até 2020.

 

Confira o descritivo da obra no Largo da Fama, que começa no dia 15 de janeiro:

Nesta fase de intervenção inicial haverá a remoção de passeios, cordões, pavimentação asfáltica e canteiros com vegetação existentes. A seguir serão feitas as movimentações de terras necessárias. Após, serão executadas as instalações elétricas, pluviais, e posteriormente concluídos os reaterros com pedra britada. A finalização será em piso de basalto. Para acabamentos finais de pavimentação deverão ser utilizados madeira e pedra como basalto e granito. O relógio/termômetro, bem como a carta de Getúlio Vargas, será mantido no largo. Existirão pequenos nichos com ajardinamento, equipado de paisagismo decorativo usando de materiais e vegetações de pequeno porte, característicos da região serrana. O espaço será provido de iluminação urbana e decorativa em sua totalidade, com equipamentos e fontes de baixo consumo de energia. Ao término, o local deverá receber limpeza e as ligações definitivas.

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