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O CORPO DURANTE E APÓS A GESTAÇÃO

PARTE 1 – STRIAE GRAVIDARUM

Muitas vezes em atendimento às grávidas, sou surpreendida com inúmeras questões: “será que minha barriga vai voltar como era antes?”, “ como faço para não ter estrias?” , “como a “fulana de tal famosa” que disse não ter feito cirurgia, consegue estar com a cinturinha daquele tamanho?”, “ posso passar creme para celulite ?” … enfim, gostaria de esclarecer aqui para as grávidas e às futuras mamães, sobre alguns cuidados com o corpo durante a gestação.

Obviamente que o principal cuidado e pensamento deve ser com o bebê que está sendo gerado, mas isso não impede da futura mamãe dedicar cuidados consigo mesma. Em primeiríssimo lugar, quem deve determinar o que a gestante pode ou não fazer é o OBSTETRA que está atendendo esta sua fase especial; jamais passe creme no corpo, ou faça exercícios e outras coisas relevantes sem que o seu médico esteja de acordo.

Para começar, vamos falar sobre as temidas estrias. O surgimento de estrias na gravidez, chamadas em medicina de striae gravidarum, acontecem com 70 a 90% das gestantes, principalmente no terceiro trimestre, época em que o esgarçamento da pele da região abdominal torna-se mais intenso. A nossa pele possui propriedades elásticas que a tornam capaz de se esticar conforme o indivíduo cresce ou engorda. Entretanto, essa flexibilidade tem um limite. Se a distensão da pele ocorrer de forma rápida, ou seja, ao longo de semanas, a pele não consegue acompanhar o ritmo de expansão, sofrendo lesões nas suas fibras elásticas. Estas lesões das fibras elásticas da pele formam cicatrizes, que nada mais são do que as estrias. Inicialmente, as estrias são de cor rosa. As novas lesões podem coçar e ao redor das estrias a pele se parece fina. Gradualmente, as estrias podem crescer em comprimento e largura, e sua coloração torna-se mais arroxeada ou avermelhada.

O rápido crescimento do volume da região abdominal, alterações hormonais naturais da gestação, idade da gestante (mulheres mais novas (com menos de 25 anos) têm uma pele mais “firme”, apresentando maior facilidade de rompimento das fibras elásticas. Quanto mais jovem for a gestante, maior será o risco de desenvolvimento de estrias. Gestantes acima de 30-35 anos têm um risco bem mais baixo.), fatores genéticos e também o ganho de peso na gravidez. Todos estes fatores podem explicar o por que algumas grávidas apresentam estrias e outras com o tamanho da barriga semelhante não as possuem. 

Nos pacientes fora da gestação, o uso ácido retinoico ou tretinoína, principalmente em fases iniciais, quando as estrias estão pequenas e rosáceas, apresenta bons resultados. O problema é que ainda não há estudos que demostrem claramente a segurança do uso destas substâncias na gravidez.  Como a  striae gravidarum é uma questão basicamente estética, não vale a pena por o bebê em risco usando tratamentos não estudados nas gestantes.

A maioria dos cremes e loções apresenta pouco ou nenhum resultado. Apesar de amplamente divulgados, os cremes à base de manteiga de cacau não apresentaram resultados satisfatórios nos estudos científicos realizados com este produto. Outros cremes hidratantes ou óleos também padecem de comprovação científica,  apesar de serem amplamente recomendados. Entretanto, como não fazem mal, a maioria dos médicos acaba não se opondo ao seu uso.

Um estudo espanhol mostrou benefícios com o uso de um creme chamado Trofolastin, composto por centela, vitamina E e colágeno. Porém, para se ter certeza da sua segurança e eficácia, maiores estudos ainda são necessários para este medicamento.

O tratamento com Laser pode ser realizado após o fim da gestação e geralmente apresenta bons resultados, conseguindo amenizar as estrias, mesmo as mais antigas.

Melhor no caso, então, é a prevenção. Devemos sempre estimular a produção de colágeno no nosso organismo. Hidratar a pele sempre com óleos a base de vitamina E e C , rosa mosqueta, etc, massagear as áreas até a absorção dos produtos na pele, também contribuem para a melhoria da elasticidade da pele e assim ajuda o corpo a se preparar para a distensão provocada pela gravidez.

Na próxima coluna, como a Drenagem Linfática pode contribuir com o corpo durante a gestação. Fiquem ligados!

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