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Quantos minutos de silêncio serão necessários?

Essa semana, peço vênia aos leitores da coluna e às minhas queridas editoras da Soup News, Liane e Tábatha, para quebrar o protocolo e discorrer sobre assunto alheio ao mundo jurídico. Em razão do meu acelerado ritmo de vida, dificilmente escrevo antes de terça ou quarta-feira, véspera da publicação do artigo semanal. Em especial, nesta semana, não tive nenhuma inspiração, assim como os meus queridos que me ajudam na pauta, com frequência. Todos, devastados pela tragédia que fez o mundo chorar. Os minutos de silêncio não são por acaso… faltam palavras e sobra tristeza.  As mídias sociais estão tomadas pelo dessolo e pelo sentimento de “vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir”. Vamos? Vamos! O ser humano, nessas circunstâncias valoriza o trivial, lembra da velocidade do tempo, da importância dos seus.

Certo dia acordei e pensei: nossa! Como a vida passa depressa!!! E ela passa! Não lembro quando tive esse insight de verdade.  Se foi quando peguei o vôo de volta para o país que vivi por anos e aqueles 20 dias que passei com meus amigos e família no Brasil, pareciam ter virado em três. Não sei, se foi quando pensava no ano 2000 como algo tão longínquo e, de repente estamos em 2017. Não sei se foi quando pus o tênis novo na Joaquina e ele ficou apertado antes mesmo da chegada da fatura do cartão. Não sei se foi quando fui trabalhar em uma empresa que faz um evento atrás do outro e com tanta demanda o tempo contado em “pré-evento” passa mais rápido ainda. Não sei se foi a primeira vez que peguei a minha filha no colo. Ou ainda, se foi quando encontrei o amor da minha vida e pensei no tempo que ainda posso ter com ele. Não sei, mas a certeza é uma para todos esses marcos: o tempo é implacável e administrá-lo de acordo com aquilo que realmente vale a pena é o maior desafio do ser humano.

A vida é sim efêmera e nunca se sabe o dia em que se iniciarão os dias difíceis. Aqueles supostos clichês: “nunca durma brigado com alguém”; “nunca viva a vida que outro escolheu”; “nunca deixa de expressar os sentimentos”, não são meros clichês, são as maiores verdades do universo. A vida é algo muito frágil e fugaz e deve ser vivida intensamente. Não deixe de dizer o que sente, de dar o beijo, a atenção economizada. Vive, dance, curte teus pais, teus filhos, teus amigos. Namore, trabalhe no que gosta, julgue menos, ame mais e não pense que tens todo o tempo do mundo!  A gente nunca sabe, ao despertar se aquele não será o último dia. Encerro, com o coração partido.

Obrigada e até a próxima.

 

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One thought on “Quantos minutos de silêncio serão necessários?

  1. A vida é sim efêmera uma lástima que nem todos se dão conta desta verdade, ou quando percebem, pode ser tarde demais. Te acompanho sempre, mesmo que distante. Um beijo, prima linda!

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