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Memórias e experiências

Sensações e sentimentos. Bens imateriais, intocáveis, intransferíveis. Com uma ligação bastante estreita entre si, desempenham papéis primordiais em nossa existência. Nossos sentimentos definem nosso caráter, o que somos, como agimos, o que desejamos. As sensações, são consequências deles. Como seres humanos imperfeitos e em constante evolução, infelizmente ainda cultivamos sentimentos negativos, que, em consequência, geram pensamentos e sensações da mesma essência.

Portanto, todo o movimento contrário que fizermos, cultivando experiências positivas, boas sensações, relações saudáveis e consequentemente, boas memórias, nos levarão mais próximos da felicidade – o sentimento mais adorado e desejado, depois do supremo amor, é claro.

Memórias são passíveis de manipulação pelo nosso cérebro. Experiências não. Mesmo?

Crédito: Kalinka Moz/Arquivo pessoal

Existe um conceito de “memória seletiva”, onde realizamos um treinamento para moldarmos o que de fato, gostaríamos de recordar. Talvez esse conceito seja fruto da nossa falsa sensação de controle, mas na dúvida, é prudente priorizarmos as boas experiências, que, obviamente, promoverão boas memórias. No ranking da satisfação e das experiências agradáveis, encontramos o turismo. Trata-se de um dos modos mais prazerosos e inteligentes de se obter um conjunto orquestrado de experiências positivas. Assim como os bens intocáveis, a experiência e lembranças que levamos de uma viagem são inigualáveis. Elas fazem parte do que somos, pois se unem as nossas ideias e concepções de mundo, e algumas vezes, orientam nosso modo de agir, auxiliam no exercício do reconhecimento das nossas preferências, estimulam nosso sentimento de empatia e a capacidade de nos abrirmos ao novo.

A experiência de estarmos inseridos em outras culturas, experimentando novos meios de entretenimento e compartilhando nossos pontos de vista com novas pessoas, faz com que estejamos em constante reavaliação dos nossos valores íntimos e sobre o que verdadeiramente merece nossa atenção. Pelo simples ato de estarmos fora do nosso círculo de convivência habitual, nossa percepção aos detalhes e sensações fica mais aguçada e menos vulnerável ao modo automático. São os detalhes e delicadezas que despertam o encantamento. Como dizia o talentoso e nada convencional, Vincent van Gogh – “…não esqueçamos que as pequenas emoções são as grandes capitãs de nossas vidas e as respeitamos sem saber…”

Kalinka Moz Silveira

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