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A Busca e o Cultivo do Equilíbrio

Nem mais, nem menos. Parecido, mas não igual. Não insistir, nem desistir. Comer bem, mas nem tudo o que consideramos bom. Poupar, mas não deixar de investir. Vivemos na atualidade um turbilhão de emoções, de informações, de insatisfações. Faltam referências, medidas e tempo. Algumas coisas criadas para tornar nossa vida mais dinâmica, acabam por nos deixar exaustos e dependentes. As imposições cotidianas para se obter uma vida estável, saudável, plausível, nos envolvem num método de reprodução automática: ferramentas de buscas online e aplicativos nos ensinam receitas, educam, nos revelam o segredo do sucesso (e das dietas!), resolvem problemas que considerávamos insolúveis antes do primeiro touch.

Após algumas tentativas através do imediatismo, na verdade não tão positivas, saímos em busca de algo que nos complete, nos realize, nos distraia, nos liberte, nos satisfaça, nos pertença. Reconhecemos o que gostaríamos de sentir: paz, bem-estar, plenitude, aconchego. Porém, os caminhos que nos levam a essas sensações requerem dedicação, tempo, disciplina e calma. Muita calma. Conhecemos alguns conceitos com a semântica bastante similar: caminho do meio, bom senso, equilíbrio.

A palavra equilíbrio, no dicionário Aurélio, é traduzida, entre outras releituras, como igualdade, boa inteligência, harmonia (dentro de um partido, entre partidos diferentes, entre nações, etc). Tenho a impressão de que aí está uma boa ferramenta para preencher este vão que se formou entre o bom senso e a opinião, a imposição e o diálogo, o respeito e ação, a realidade e a humanidade. Equilíbrio nas escolhas, nas relações, na fala, ao posicionar-se, ao alimentar-se, ao exercitar-se, ao doar-se. Através de um estreito acesso, encontramos o equilíbrio naquela leitura que nos edifica, na gentileza de ouvir, na concentração do exercício, no foco da meditação, no alívio da terapia, na harmonia do relaxamento, na boa vontade da prática de esportes, no prazer do lazer e na experiência de uma viagem.

Sim, em uma viagem! A realização de uma viagem proporciona um equilíbrio interno e contagiante. Encontramos tempo para a leitura, agimos com menos pressa, dedicamos mais atenção aos detalhes, nos interessamos por temas curiosos, alimentamos nosso ser com novos sabores, priorizamos a gentileza nas relações, desbravamos o destino através de transportes alternativos, caminhadas ou  tours de bicicleta.

Relaxamos, experimentamos, nos permitimos. Além de ser uma boa saída para refrescar as ideias, o turismo nos permite respirar novos ares e nos conectarmos com nossos ideais e perspectivas, além de tornarmos a mente mais propensa à criatividade. As opções são diversas: do Nepal a Nova Iorque, de Gramado a Fernando de Noronha – os destinos são nossos aliados na busca e cultivo do equilíbrio.

Kalinka Moz

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