Você está aqui
Home > Cinema > SOBRE AMOR E FINAIS IMPERFEITOS

SOBRE AMOR E FINAIS IMPERFEITOS

Como não falar sobre o amor no cinema em plena semana de Dia dos Namorados? Mas o que falar? Quais filmes indicar? Aqueles com roteiro previsível e que terminam com o triunfo desse sentimento almejado por tantos? Aqueles que ainda que consideremos bobinhos nos deixam com um sorrisinho no rosto e a certeza de que o amor da nossa vida pode estar bem aí, around the corner, e que será perfeito mesmo com todas as imperfeições?

Não caros leitores, não será sobre esse tipo de amor e nem sobre esse tipo de filme. Na coluna dessa semana falarei sobre o gênero de histórias de amor que me cativaram quando eu ainda era criança e não compreendia nada de nada, àquele tipo de amor que faz a colunista que vos escreve e que raramente chora perder a compostura de tanto chorar. Porque o que mexe comigo mesmo são os finais imperfeitos, são aqueles filmes que apesar de todo o amor entre os personagens, não sobrevive a eventos externos, que acontece onde não poderia acontecer.

via GIPHY

A verdade é que gosto de um romance, mas gosto mais ainda de um drama, e isso com certeza começou com Titanic (1997), meu filme preferido de infância (sério). Todos conhecem o enredo, as personagens, os atores, as falas (por que não?), mas mesmo assim toda vez é a mesma coisa, nos encantamos com o envolvimento de Rose e Jack, e ficamos inconformados com o desfecho (até porque cabiam dois naquela porta, né não Rose?).

via GIPHY

Seguindo essa linha não deve surpreender que minha animação preferida seja Pocahontas (1995). Peraí, Disney + animação com final que não seja “felizes para sempre”? Sim, nada que um romance nascido através de um choque de culturas, de conhecer o diferente, que seja tão intenso que desafie tradições, resulte em um imperfeito e talvez inevitável “adeus”. Se não viu ainda, vale a pena, além da história em si, o filme traz uma trilha sonora muito bacana.

POCAHONTAS

Falando em trilha sonora, o que fazer quando um musical te maravilha, até mesmo te diverte e acaba partindo teu coração? Veja ele inúmeras vezes, ouça as músicas do filme (nesse momento Ewan McGregor canta Your Song nos meus fones de ouvido) e deixe as lágrimas rolarem pelo rosto. Moulin Rouge (2001) tem a capacidade de criar esse efeito. Não posso crer que até aqueles que não gostam de musical, possam não gostar dessa história.

Falo de finais imperfeitos porque toda vez parece injusto que essas personagens não vivam seu amor forever after, posso listar outros tantos filmes que sensibilizem os corações alheios: As Pontes de Madison, O Amante da Rainha, P.S. Eu Te Amo, alguns filmes adaptados de romances do Nicholas Sparks e John Green (por que né?).

Só que depois de chorar muito, sofrer um pouco, e refletir mais um tantinho eu concluo que esses filmes com finais que não são os “ideias” para um romance, provam aquilo que já dizia Vinicius de Moraes “que seja eterno enquanto dure”. Mesmo que esse eterno seja apenas alguns minutos na tela do cinema é válido, pois precisamos celebrar todas as formas de amor.

Então, nesse 12 de junho aproveite pra ficar juntinho de quem você ama, veja um filminho, crie bons momentos e futuras boas lembranças. E se você está solteiro, veja um filminho também, quem sabe um desses com fim imperfeito, porque todo fim é seguido de autodescoberta, mas isso é assunto para outra coluna.

Artigos similares

Deixe uma resposta

Topo